Um dia durou o meu contentamento

Demasiado longo para ser aqui reproduzido, demasiado complexo para ser por mim entendido, pairam em mim quatro versos de um terrível poema cuja metafísica invoca a reflexão de um rosto por todas as superfícies.

De todos os sentidos possíveis, escolho apenas  aquele que é meu, o menos temporal, menos específico. E, claro, o mais mundano.

She, she is dead; she’s dead: when thou knowest this,
Thou knowest how poor a trifling thing man is,
And learn’st thus much by our anatomy,
The heart being perish’d, no part can be free.

An Anatomy of the World

[um dos “Aniversários” de John Donne, que continua, continua]

2 thoughts on “Um dia durou o meu contentamento

  1. Guilherme diz:

    Eu me lembro como se fosse hoje o dia em que ganhei os “Poemas Completos” e “Meditações” do John Donne.

    Obras para leitura consciente, reflexiva. Aliás, qual bom poeta não é? John Donne apenas amplifica o óbvio.

    Guilherme.

  2. António diz:

    E não há dúvida que mesmo o óbvio surge amplificado. Extremamente frutífera, a leitura atenta de Donne, embora seja por vezes muito desconfortável naquilo que amplifica. A genialidade das suas imagens apenas enriquece esta juxtaposição do óbvio e do esclarecedor.

    Um abraço, e obrigado pela visita.

    António

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