Leituras no éter

“A sua arte negra é tão poderosa que, repito, nos escangalham o sono e a vida, e nos levam a jurar: que se foda a análise literária. Se te perdes no sobe e desce de Alfama e passou a tua hora de jantar, e a friagenzinha nocturna desta estação de veludo te titila o apetite, jamais dirás, após a leitura de Chmielov sobre a fome na Crimeia nos anos vinte: estou a morrer de fome. Dirás: são horas de comer alguma coisa antes que chegue a guerra civil e a revolução. A sério, evita desrespeitar a fome e a morte.”

(Luís Guerra no Vermelho e o Negro)

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