
Errante, fatigado, parto hoje para duas semanas de exílio em terras mais itálicas. Direcção a Roma, eternamente, mas depressa me dirigindo às Marcas e à incomparável cidade de Urbino, em cima representada numa fotografia cheia de granulação. A cidade ideal? Não como Laurana (ou Piero della Francesca, quem sabe?) a imaginava, mas uma jóia única de qualquer modo, e um local que teve o privilégio de não ter mudado uma pedra desde os tempos em que Castiglione lá escreveu o Libro del Cortegiano. Pelo meio haverá tempo para o assombro florentino, os mosaicos de Ravenna, a fruição de Bolonha, e talvez alguns passeios ao longo da costa Adriática.
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ao início da tarde passou um rapaz na livraria onde trabalho. estive quase-quase a perguntar-lhe por itália. depois tive vergonha. pergunto-lhe amanhã.