Os meus aplausos lisboetas para todos os responsáveis e participantes das Correntes d’Escritas, esse improvável encontro de escritores e amantes da palavra escrita que tem levado (faz já dez anos, inacreditável!) centenas de pessoas à pacata Póvoa de Varzim.
Aprisionado pelas cruéis garras de uma existência assalariada, não tive hipótese de frequentar o evento. Lamento, pois, que os seus eventos principais não tenham sido acantonados num qualquer fim-de-semana agradável e ligeiro em benefício de nós mortais. O meu interesse pela comunidade leitora (e escritora, pronto, vá) do país é recente, e isto teria sido uma óptima ocasião para escutar ideias e conversas de vários quadrantes.
Só me resta seguir o evento a partir das gentis publicações electrónicas. Bons relatos no Húmus, descrições na Ler, e um Cadeirão que, apesar de momentariamente desocupado pela sua dona, reune as difusões nortenhas do que se anda a passar pelas hostes literárias.